Etiquetas RFID para os Correios possuem telas de cristal líquido

Etiquetas RFID para os Correios possuem telas de cristal líquido

Grande parte do trabalho feito diariamente pelos Correios já está automatizado, graças ao código de endereçamento postal, o nosso conhecido CEP. Mas, em comparação com outros trabalhos de logística, a automação poderia ser bem maior, aumentando a velocidade na entrega das correspondências e diminuindo os custos.

Uma das maiores dificuldades na automação das tarefas de entrega de correspondências e encomendas está no fato de que o mesmo envelope ou pacote deve ser lido indistintamente por pessoas e máquinas – ambos devendo retirar do pacote exatamente a mesma informação. E os códigos de barras já atingiram seus limites na tarefa de permitir que as máquinas saibam do que se trata o texto escrito nas etiquetas de endereçamento.

Pensando nisto, pesquisadores do Instituto Fraunhofer, Alemanha, criaram uma nova etiqueta RFID – “Radio Frequency IDentification”, ou identificação por rádio-freqüência, uma etiqueta contendo um minúsculo microchip capaz de guardar uma quantidade de informações muito maior do que é possível colocar em um código de barras – com a grande vantagem de que a informação pode ser lida automaticamente à distância por leitores sem fio, sem a necessidade de que o pacote seja colocado na frente de um visor a laser. Alguns tipos de etiquetas RFID permitem até mesmo que a informação seja atualizada à medida em que a mercadoria vai passando em cada etapa ou ponto de checagem.

A nova etiqueta RFID para utilização nos Correios tem ainda uma vantagem adicional: ela incorpora uma pequena tela de cristal líquido. Com isto, não apenas os equipamentos automatizados conseguem ler todos os dados do pacote, mas os carteiros também podem visualizá-la sem necessidade de nenhum equipamento, já que as informações são mostradas na tela.

As etiquetas, que podem ser lidas tanto eletronicamente quanto visualmente, foram batizadas de D-RFID, com o D equivalendo a “display” ou tela. Elas não têm baterias e a energia para seu funcionamento é fornecida pelo equipamento de leitura sem fio. A energia chega à etiqueta na forma de ondas eletromagnéticas emitidas pelo leitor.

Devido ao custo elevado, as etiquetas D-RFID serão reutilizáveis e deverão operar por um período entre quatro e cinco anos. Seu principal uso deverá ser nos contâineres, grandes caixas que empacotam várias correspondências para destinos comuns.

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